domingo, 26 de fevereiro de 2012

"Deixai ir os Meus Músicos"

Antonio Augusto: Eu creio na restauração da cultura! E a música faz parte disso. Como poderemos ver a arte e a cultura brasileira redimida se nós cristãos só fizermos (nesse caso estamos falando de música) músicas "de igreja"? Posso dizer, então, que concordo com esse texto quase que totalmente.*

AUTOR: Guilherme de Carvalho

Uma das maiores necessidades da igreja brasileira hoje é a de música cristã profana. Precisamos de música cristã que não fale de Deus. Não que falar de Deus não seja importante; mas às vezes tenho a impressão de que falamos demais de Deus, quase a ponto de tomar seu nome em vão. Falamos tanto porque estamos preocupados com a sua ausência; será que falamos para ocultar a sua ausência?

Falar de Deus é essencial: “como crerão, se não ouvirem?”. Tão importante quanto falar sobre Deus, no entanto, é falar a partir de Deus; e quando falamos a partir de Deus, não precisamos, necessariamente, usar o nome de Deus – o livro de Ester conta uma belíssima história sem usar o nome de Deus nem uma única vez, e essa história se tornou parte do cânon judaico-cristão, como narrativa divinamente inspirada.

A questão, pois, é se temos a graça de contar a história do modo correto, de narrar a vida sob a luz do evangelho. Precisamos de música que não fale de Deus, mas que fale a respeito da vida, das flores, do amor, da política, e das crianças, sob a luz do evangelho; precisamos de música que fale sobre o mundo, mas a partir de Deus.

Além disso, precisamos de música, simplesmente. Música que signifique Deus por sua beleza, e que mostre a sua glória sem palavras. A música pode ser narrativa, mas não precisa ser – a música não precisa de justificativas além da sua própria existência porque, afinal, Deus não precisa dar explicações sobre a razão de sua criação. Quem pode pôr em dúvida a beleza da música? Quem pode pôr em dúvida o amor do homem pela beleza da música? E quem pode pôr em dúvida a origem divina de toda boa dádiva, e de todo dom perfeito?

Quem és tu, ó pastor evangélico, para discutires com Deus? Pode a coisa feita desafiar seu Criador, perguntando-lhe: “Por que me fizeste assim?” Ou terás a ousadia de reprovar o inventor da beleza, por ter criado homens que amam a música pela música, mesmo quando não tem uma razão bíblica para desfrutá-la? Acusarás a Deus de ser o tentador do homem? Atribuirás a Satanás a arte de Mozart, de Wagner ou de Villa-Lobos? Consumados estes absurdos, que mais restará senão reprovar também a beleza das flores e o canto do sabiá? Por causa de Israel o nome de Deus foi blasfemado entre os gentios; mas por causa de ti a música cristã afunda nas trevas da feiúra estética.

Não me esqueço do dia em que um diácono da minha igreja – um homem grande, sério, que detestava livros mais do que qualquer coisa na vida – me chamou para uma conversa séria, “de homem pra homem”. Este diácono – não sei se no corpo ou fora do corpo, Deus o sabe – me aconselhou a desistir de ser músico profissional. “Porque” – dizia ele – “este meio artístico é muito sujo... Tem muita p., e um crente verdadeiro não se mete com p. Quando tem muita p. num lugar a gente tem que sair”. E, de fato, eu saí rapidamente de perto dele. Acho que em poucas ocasiões eu ouvi tantas vezes a palavra "p...".
 
Os músicos cristãos precisam de libertação – não da música “do mundo”, mas da música “da igreja”. Precisam ser libertados do jugo dos pastores e dos crentes legalistas, que exigem qualidade nas noites de domingo, mas que proíbem estes músicos de se profissionalizarem, e fecham o mundo da música a uma ação cristã redentiva.
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* Minha ressalva estar em pensar que, embora a música seja obra divina que aponta claramente para Deus simplesmente por sua beleza, ela pode ser desvirtualiza e mal utilizada propagando malignidades. [Talvez isso e a continuação não entre em choque, realmente, com a visão do autor expressa nesse texto.] A música em sí - harmonia, ritmo, melodia etc. - como poderia ser condenada? Mas eu ainda penso que existem músicas que incitam a violência, prostituição etc. mesmo sem letra. Porém aí é que entra a ação redentiva para transformar isso. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A CHAVE MESTRA - Amizades perdidas, Queda e Redenção.

Já faz um tempo que eu lí "Os Quatro Amores" de C.S. Lewis e até publiquei um post sugerindo sua leitura.¹ Dessa vez, relendo um trecho maravilhoso sobre "amizade" e refletindo sobre o que estava ali escrito, eu me deparei com um pensamento que transcendia o contexto imediato do texto e me fazia compreender mais um pouco sobre o significado da "Queda do Homem"². Talvez você ache interessante essa perspectiva (ou não né?), mas para mim foi impactante no momento em que isso me foi ministrado e ainda me parece bastante relevante.

O trecho do livro é esse:

"Lamb diz num de seus livros que, se, num grupo de três amigos (A, B e C), A morrer, B perderá não apenas A como também "a parte de A em C", enquanto C perderá não apenas A como também "a parte de A em B". Em cada um de meus amigos existe algo que apenas outro amigo é capaz de trazer à tona plenamente. Eu, sozinho, não sou grande o bastante para pôr uma pessoa inteira em atividade; preciso de outras luzes além da minha para revelar todas as suas facetas."

Qualquer pessoa que conhece a experiência da amizade sabe como o trecho acima é verdadeiro. Qualquer um que já sofreu a perda de alguém amado sabe que o grande efeito disso é a perda de algo em nós que vai embora juntamente com a pessoa que se foi. Quando estamos falando de relacionamentos o termo "perda" e a expressão "pessoa que se foi" não se resume à morte (embora o trecho citado fale explícitamente de morte nós sabemos que menos que isso pode ser suficiente).  Basta que, por algum motivo, aquele amigo ou familiar próximo se distancie de nós, basta que a relação seja rompida ou até mesmo consideravelmente enfraquecida.

Faz uns dois anos que eu terminei o ensino médio e ingressei na faculdade. Eu estive no mesmo colégio de 2000 à 2009. Era uma relação diária com colegas de classe e fiz amizades que ainda perduram; por um bom tempo, aquelas pessoas ou parte delas foi a minha segunda família. Porém o momento da fase escolar findar acabou chegando; o colégio nos foi tirado e o significado disso é que o meio, o ambiente, a rotina, as atividades etc. em que se desenrolavam as amizades também nos foi tirado. Tinhamos que encontrar outros meios, outro ambiente e atividades para que a amizade permacesse... algumas permaneceram outras não. Com muitos aconteceu aquilo: "cada um foi pro seu lado" e tudo agora se resume a nos vermos algumas poucas vezes no ano, ou nos esbarrarmos por aí, ou nem isso. [ou talvez nem eramos "amigos mesmo" das pessoas com quem perdemos a relação].

A questão é que cada pessoa com quem nós nos relacionamos (uma relação considerável) acaba sendo uma chave única que abrirá em nós uma porta da nossa personalidade, da nossa identidade, despertará uma faceta de quem nós somos que nem sabiamos. Se a chave for perdida, se ela não estiver mais aqui para girar a fechadura, aquela porta nunca mais se abrirá. Quanto mais amigos temos, quanto mais relacionamentos "não-superficiais" vivemos, mais nos conhecemos. Sozinhos somos um pouco mais que nada ou nada mesmo.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Psicologia do Ateísmo - Paul Vitz, Ph.D

Créditos desse texto no fim do post
[Antonio Augusto: pessoalmente eu tenho descartado qualquer argumento psicológico que se proponha a tratar da origem de crenças, pois entendo que "determinar" a origem de uma crença não serve para julgar sua veracidade. Quem usa esse tipo de artifício cai na falácia genética (entenda a falácia aqui: http://www.youtube.com/watch?v=HCjAWOKKpgI). Isso por si só basta para que os argumentos da psicologia da religião, elaborados por céticos como Freud e outros, se tornem irrelevantes. Porém eu fiz questão de publicar esse texto já que ele não se encaixa plenamente no problema levantado, pois o seu foco está na análise da crença (melhor dizendo: "da descrença") sem pretender ser um argumento para a existência concreta de Deus - ainda que sirva como combate ao ateísmo. Muitos, na prática, não estão nem aí para essa conversa de falácia genética e é maravilhoso saber que podemos desqualificar tais argumentos utilizando-se da mesma arma. Dessa vez o tira sai pela culatra.]

O título desse ensaio, “Psicologia do Ateísmo”¹, pode parecer estranho. Certamente, meus colegas na psicologia acharam incomum e até, devo acrescentar, um pouco perturbador. A psicologia, desde sua fundação há um século atrás, freqüentemente se preocupou com o tópico oposto – a psicologia da crença religiosa. De fato, em muitos aspectos a origem da psicologia moderna está intrinsecamente ligada com os psicólogos que explicitamente propuseram interpretações da crença em Deus.

William James e Sigmund Freud, por exemplo, estavam pessoal e profissionalmente envolvidos profundamente na questão. Lembre-se de A Vontade de Crer de James, como também do seu famoso As Variedades das Experiências Religiosas. Essas duas obras são tentativas de entender a crença como resultado de causas psicológicas, ou seja, causas naturais. James pode até ter sido compassivo com a religião, mas sua posição pessoal era de dúvida e ceticismo e seus escritos eram parte de uma tentativa psicológica de menosprezar a fé religiosa. As criticas de Sigmund Freud à religião, especialmente o cristianismo, são bem conhecidas e serão discutidas com mais detalhes mais a frente. Por hora, é suficiente lembrar quão profundamente envolvidos com a questão de Deus e a religião, Freud e seus pensamentos estavam.

Tendo em vista o estreito envolvimento entre os fundadores da psicologia e a interpretação critica da religião, não é de se surpreender que muitos dos psicólogos vejam com certa desconfiança qualquer tentativa de propor uma psicologia do ateísmo. No mínimo, um projeto como esse coloca os psicólogos na defensiva e os oferece um pouco do seu próprio veneno. Os psicólogos estão sempre observando e interpretando os outros e já é hora de alguns deles aprenderem a partir de suas próprias experiências como é estar sob a mira da teoria e experimentação psicológicas. Eu espero demonstrar que muitos dos conceitos psicológicos utilizados para interpretar a religião são espadas de dois gumes, que podem também ser usados para interpretar o ateísmo. O que vale para o crente, igualmente vale para o descrente.

Antes de começar, entretanto, eu quero fazer dois pontos que estão por trás das minhas pressuposições. Primeiro, eu creio que as maiores barreiras para a crença em Deus não são racionais, mas – num sentido geral – podem ser chamadas de psicológicas. Não quero ofender nenhum filósofo distinto – tanto crentes quanto descrentes – nesse auditório, mas eu estou plenamente convencido que para cada pessoa fortemente convencida por argumentos racionais existem muitas, muitas mais afetadas por fatores psicológicos não-racionais.

Ninguém pode decifrar o coração humano e seus caminhos, mas ao menos é tarefa da psicologia tentar. Dessa forma, para começar, eu proponho que barreiras neurótico-psicológicas para a crença em Deus são de grande importância. Quais são elas mencionarei brevemente. Para os crentes é importante ter em mente que motivações e pressões psicológicas que muitos podem nem sequer se dar conta, muitas vezes estão por trás da descrença.

Um dos mais antigos teóricos do inconsciente, São Paulo, escreveu, “com efeito o querer bem está em mim, mas o efetuá-lo não está...mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei do meu entendimento, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros” Romanos 7.18,23. Assim, me parece que tanto pela teologia quanto pela psicologia fatores psicológicos podem ser impedimentos à crença como também ao comportamento, e que esses fatores freqüentemente são inconscientes. Além disso, é razoável dizer que as pessoas variam extensamente na intensidade da presença desses fatores em suas vidas. Alguns de nós fomos abençoados com uma boa criação, um bom temperamento, envolvimento social, e outros dons que fizeram da crença em Deus algo muito mais fácil do que para muitos que sofreram mais ou cresceram num ambiente pobre espiritualmente ou tiveram outras dificuldades com as quais lidar. As Escrituras deixam claro que muitas crianças – até a terceira ou quarta geração – sofrem dos pecados dos pais, incluindo os pecados dos pais que foram crentes. Resumidamente, meu primeiro ponto é que algumas pessoas têm barreiras psicológicas para a crença muito mais sérias do que outras, um ponto consistente com a afirmação clara das Escrituras de que nós não devemos julgar os outros, entretanto somos instados a corrigir o mal.

Meu segundo ponto é que apesar de sérias dificuldades para a crença, todos nós ainda temos a livre escolha de aceitar Deus ou rejeitá-lo. Esse ponto não está em contradição com o primeiro. Talvez um pouco mais de elaboração vai esclarecer esse ponto. Uma pessoa, como conseqüência do seu passado, envolvimento presente, etc., pode achar muito mais difícil acreditar em Deus do que a maioria das pessoas. Mas presumivelmente, a qualquer momento, certamente em muitos momentos, ela pode escolher se mover em direção a Deus ou pra longe dele. Um homem pode começar com tantas barreiras que mesmo depois de anos caminhando vagarosamente em direção a Deus ele ainda não esteja lá. Alguns podem morrer antes de alcançar a crença. Nós acreditamos que eles serão julgados – como todos nós – quão longe eles viajaram em direção a Deus e quão bem amaram os outros – o que eles fizeram com o que lhes foi dado. Da mesma forma, um outro homem sem dificuldades psicológicas ainda é livre para rejeitar Deus, e sem dúvidas muitos o fazem. Assim, apesar de que no fundo a questão é da vontade do homem e de nossa natureza pecaminosa, ainda é possível investigar os fatores psicológicos que predispõe alguém para a descrença, que faz a estrada em direção a Deus dura e difícil.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A Mente da Cultura (4 ideias degradantes)

RELATIVISMO MORAL

A ideia básica do relativismo moral é: aquilo que é verdade para você é verdade para você, e aquilo que é verdade para mim é verdade para mim. A moral é ditada por uma situação particular à luz de uma cultura específica ou posição social. Os valores morais são questões de opinião pessoal ou julgamento indivídual, e não algo fundamentado na verdade objetiva.

A cultura ocidental está de tal forma imbuída dessa mentalidade que Allan Bloom, refletindo sobre seu papel como educador universitário, declara: "Há uma coisa sobre a qual o professor universitário pode ter absoluta certeza. Quase todo aluno que entra na universidade acredita, ou diz acreditar, que a verdade é relativa". Muito disso tem levado a uma visão inconstante da própria realidade, baseada no senso crescente de que ninguém poderá ser verdadeiramente objetivo. Ninguém pode abandonar seu próprio contexto - incluindo as experiências, os preconceitos e as correntes histórico-culturais - e estar livre para fazer uma observação incondicional. Mais do que um sentimento de que "essa é a sua opinião", a ideia é de que tudo é opinião. Isso não siginifica que não exista uma realidade "lá fora", mas apenas que todas as nossas "histórias" sobre o que existe "lá fora" são produtos de mentes altamente subjetivas e envolvidas "naquilo que é". Assim, a realidade é pouco mais do que aquilo que nós como individuos percebemos que é.

Uma vez que a verdade é considerada relativa, existindo apenas no âmbito de nossas opiniões e preferências particulares, as questões de fé vão sendo cada vez mais rejeitadas na esfera pública. Falar abertamente sobre a fé, hoje, muito mais do que ser considerado de mal gosto, tem sido banido da ampla agenda pública. Como sacarsticamente observou o historiador e educador Page Smith, em nossos dias "Deus não é um assunto adequado para conversas, mas 'política lésbica' é bem apropriado". A menos que isso seja politicamente oportuno, quando, então, Deus é ressuscitado e exibido quase como se fizesse parte do currículo de uma pessoa (como virou moda mais recentemente). Contudo, esse Deus politicamente correto não é um Deus definido, significando aquele que revelou a si mesmo e a verdade a seu respeito. Espiritualidade e religião podem "estar na moda"; mas a verdade transcendente, que por sua própria natureza é exclusiva e reclama senhorio sobre a totalidade da vida, não está.

Enquanto o cristianismo cosmtumava ser rejeitado pelos intelectuais do Iluminismo, em função de acreditarem que suas crenças centrais tivessem sido refutadas pela ciência ou pela filosofia, hoje o cristianismo é desqualificado porque defende uma verdade imutável e universal. Uma fé em particular costumava ser errada com base no que era percebido como verdade; agora, a fé é considerada errada quando afirma que existe verdade. Conforme Allan Bloom ironicamente notou: "O cristão verdadeiro é o perigo real".

HEDONISMO NARCISISTA e o INDIVIDUALISMO AUTÔNOMO
 
Na mitologia grega, Narciso era a  personagem que de tal maneira se enamorou do próprio reflexo na água que dedicou o resto da vida ou culto da sua aparência. Daí o termo narcisismo para significar a preocupação do ivdivíduo consigo mesmo. O exato significado do hedonismo narcisista está na mentalidade clássica do "eu/mim/meu", que põe o prazer e a realização pessoal no primeiro plano de interesses.

Conforme Francis Schaeffer manteve em seus escritos, a última ética moderna parece ser a busca de paz pessoal e prosperidade individual. Concordando com a conclusão de Schaeffer, o célebre historiador cultural Christopher Lasch chamou nossa cultura de "cultura do narcisismo", determinando o gosto atual pela terapia individual em vez da religião. A busca por bem-estar pessaol, saúde e segurança psíquica substituiu a antiga fome de salvação pessoal.

Isso vai muito além da mera autogratificação. O narcisimo tornou-se uma cosmovisão norteadora. Stanley Grenz observou que o famoso ditado de Anselmo, "Creio a fim de compreender", foi alterado, no Iluminismo, para "Creio naquilo que posso entender". A versão moderna vai além, tornando-se: "Creio quando entendo que isto me ajuda". Isso aponta a ideia que está no coração da fé cristã - a do autossacrificio - mas do que oposto à cultura. O mundo moderno não consegue entender seu alcance.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Algumas Noções Filosóficas no Novo Testamento

Etienne Gilson nos diz que "a religião cristã tomou contato com a filosofia no século II da nossa era, assim que houve convertidos de cultura grega."* E que "poderíamos remontar a ainda mais cedo e procurar quais noções filosóficas se encontram nos livros do Novo Testamento, no Quarto Evangelho e nas Epístolas de são Paulo, por exemplo."

Algumas Noções Filosóficas no Novo Testamento:

Logo nos primeiros versículos do Evangelho de João, deparamo-nos com a seguinte declaração: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens." Sabemos que os Evangelhos, como todo o Novo Testamento, foi escrito na língua grega da época correspondente. Desse modo a palavra que nos foi traduzida por "Verbo" é originalmente λόγος (Logos). A importância disso está em que "a noção grega de Logos é de origem manifestamente filosófica, principalmente estóica, e já fora utilizada por Fílon de Alexandria (faleicido por volta de 40 d.C.)."

sábado, 3 de dezembro de 2011

Lógica do Abortismo


Para o abortista, a condição de "ser humano" não é uma qualidade inata definidora dos membros da espécie, mas uma convenção que os já nascidos podem, a seu talante, aplicar ou deixar de aplicar aos que ainda não nasceram.

O aborto só é uma questão moral porque ninguém conseguiu jamais provar, com certeza absoluta, que um feto é mera extensão do corpo da mãe ou um ser humano de pleno direito. A existência mesma da discussão interminável mostra que os argumentos de parte a parte soam inconvincentes a quem os ouve, se não também a quem os emite. Existe aí portanto uma dúvida legítima, que nenhuma resposta tem podido aplacar. Transposta ao plano das decisões práticas, essa dúvida transforma-se na escolha entre proibir ou autorizar um ato que tem cinqüenta por cento de chances de ser uma inocente operação cirúrgica como qualquer outra, ou de ser, em vez disso, um homicídio premeditado. Nessas condições, a única opção moralmente justificada é, com toda a evidência, abster-se de praticá-lo.

À luz da razão, nenhum ser humano pode arrogar-se o direito de cometer livremente um ato que ele próprio não sabe dizer, com segurança, se é ou não um homicídio. Mais ainda: entre a prudência que evita correr o risco desse homicídio e a afoiteza que se apressa em cometê-lo em nome de tais ou quais benefícios sociais hipotéticos, o ônus da prova cabe, decerto, aos defensores da segunda alternativa. Jamais tendo havido um abortista capaz de provar com razões cabais a inumanidade dos fetos, seus adversários têm todo o direito, e até o dever indeclinável, de exigir que ele se abstenha de praticar uma ação cuja inocência é matéria de incerteza até para ele próprio.

sábado, 5 de novembro de 2011

Os Atributos Divinos e a Queda do Homem

Será que alguém que aceita a visão cristã/bíblica a respeito de Deus tem alguma coisa na cabeça? Afinal, Deus é Todo-Poderoso, Perfeitamente Bom e Onisciênte (não somente sabe tudo, mas sabe previamente) e seu próprio Livro nos conta sobre sua obra-prima, o Homem, caindo no pecado e iniciando um período de sofrimento e lástima para todas as gerações. Não há algo de errado nisso? Se ele já sabia da Queda do homem por que ele o criou? Se ele já sabia e mesmo assim criou não é Ele o culpado? Dá vontade de gritar: "Injustiça!" não é mesmo?

Minha resposta para todas essas perguntas é "Não!" (exceto para a 1ª pergunta); Mas gostaria de deixar claro que Deus não precisa de advogado para o defender, nem eu quero assumir essa posição... mas a defesa que apresento abaixo não é pelo bem de Deus, mas pelo bem dos homens; para que eles não sejam inimigos de Deus, mas que se reconciliem com Ele através de Cristo.

Sobre os atributos divinos e a queda do homem:

> Deus é Bom, portanto sua vontade é que sua criação não caísse (não transgredisse).
> Deus é Todo-Poderoso, portanto poderia ter executado sua vontade.

"Quem quer que tenha exercido um papel de autoridade, no entando, sabe que algo pode estar de acordo com sua vontade por um lado e em desacordo por outro. É bastante sensato que a mãe diga a seus filhos: 'Não vou mandá-los arrumar o quarto de brinquedos toda noite. Vocês têm de aprender a fazer isso sozinhos.' Quando, certa noite, ela encontra o quarto todo bagunçado, com o urso de pelúcia, as canetinhas e o livro de gramática espalhados pelo chão, isso contraria a sua vontade; afinal, ela preferia que os filhos fossem mais organizados. Por outro lado, foi a sua vontade que permitiu que as crianças ficassem livres para deixar o quarto desorganizado. A mesma questão surge em qualquer regimento, sindicato ou escola. Quando algo é opcional, metade das pessoas não o cumprirá. Não era isso que queriamos, mas nossa vontade tornou posível." (Lewis, C.S. Cristianismo puro e simples. Martins Fontes, pág. 62-63)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Nova Perspectiva Sobre O Problema do Aborto

 

O vídeo possui legenda em português. É necessário selecioná-la ou assistir diretamente no youtube (melhor visualização da legenda).

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Já Chega Deus, EU QUERO UMA NAMORADA(O)!!!

 
Em homanagem à toda geração que escolheu esperar... Essa palavra me marcou!

Cada vez está acontecendo mais cedo entre os jovens, já chegou na fase da adolescência: O dia do acerto de contas com Deus!

Vai haver um dia, ou todos os dias, que você do nada sente falta de alguém que não conheceu, sente falta de uma namorada, ou no caso das meninas um namorado, sente falta de estar com alguém. Você olha para sua vida e vê que está até certo ponto se cuidado, está levando a vida a sério e até já ora pelo assunto namoro e casamento, e nada, nada de Deus te dar um namoro.

Ai, pela graça de Deus, você chega na presença dEle e fala: Já chega Deus, eu quero uma namorada (o)! Por que Você está fazendo isso comigo? Para responder este questionamento, peço lincença para usar uma experiência na minha vida onde fiz esta exigência para Deus e Ele me respondeu de uma forma que jamais esquecerei.